quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ator, cantor, escritor, professor

Estava fazendo uma pesquisa ontem com os alunos. Consistia em perguntas sobre seus hábitos culturais. Como era basicamente o preenchimento de um questionário, preocupei-me em fazer algumas brincadeiras, para tornar a aula mais animada. Cantei um pouco de rap, fiz quatro ou cinco perguntas embaraçosas, conversei sobre coisas da televisão. De repente, um garoto pergunta para mim:
- Você podia ser ator, cantor ou escritor. Por que você se tornou professor?
Tomei um susto nesse momento, e, como de costume, não respondi nada (em situações surpreendentes, sempre caio do cavalo). Dei risada, fiz mais uma brincadeira e continuei a monitoria da atividade que havia aplicado.
Nos minutos posteriores o cérebro deixou de ser cérebro e passou a ser estômago: houve problemas para digerir o que fora dito pelo menino. A digestão se deu em partes, desmembrando a afirmação em intenções múltiplas e, consequentemente, em múltiplas percepções de mundo, que remetem ao universo social daquela criança.

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Havia, evidentemente, um elogio, um tanto quanto imerecido, mas generoso. Creio que a postura que assumo em sala de aula não seja padrão, e que alguns alunos gostem disso. E, por gostarem, expressam sua avaliação positiva da forma como sabem expressar na idade que têm.
De fato, eu canto nas aulas, canto raps que improviso na hora, músicas do projeto que estou encaminhando, músicas de que gosto e eles gostam. Tenho até um violão que resolvi deixar dentro da sala de aula, guardado num armário, para ficar acessível quando me dá na telha fazer algum número. Mas isso é uma coisa. Ser cantor é outra. Envolve trabalho, estudo, dedicação, insistência, uso de técnicas, exploração do potencial de voz. Eu sei disso, o garoto não sabia.
De fato, eu atuo. Finjo estar nervoso, finjo estar surpreso, finjo não entender alguma coisa. Essas dramatizações, imitações e hipérboles gestuais que faço servem para desarmar certos ares de seriedade que determinadas situações criam. Por exemplo, dois alunos começam a discutir. Se são menino e menina, viro-me para um deles e pergunto: é seu/sua namorado/a? Imediatamente, eles param de discutir entre eles e passam a discutir comigo, e quando assumo o foco da discussão, faço algumas piadas e conduzo a coisa para outro caminho. Evidentemente, sei que não são namorados, mas fingir surpresa é parte da estratégia. Agora, ser ator é outra coisa. Envolve muuuuuuuuuuito estudo, dedicação, vontade de palco, treino constante e quase exaustivo.
De fato, eu também escrevo. Diria até que estou muito mais próximo de ser um escritor que um ator ou cantor. Mas ainda estou longe disso. A facilidade com que formulo frases, imagino histórias ou desenvolvo rimas é um atributo relativo. O que, para mim, é consequência natural de um convívio constante, desde tenra idade, com livros, letras e cultura escrita em geral, para meu aluno é um dom, uma capacidade acima da média. Os alunos creem que tenho facilidade com a palavra porque comparam o que faço ao que veem no cotidiano, que se associa (sem exageros) à desvalorização da leitura e dos livros, do trabalho artístico com a língua até mesmo do cultivo zeloso das possibilidades que esta oferece. Para o universo desses meninos, leio bem, tenho excelente memória, uso as palavras com desenvoltura. Para as expectativas intelectuais de minha formação, sou mediano em tudo isso, até fraco em alguns aspectos. E não tenho livros publicados ainda, nem reconhecimento de uma comunidade de leitores de livros.
Em síntese, compreendo que o garoto tenha se admirado de me ver utilizando esses recursos intelectuais no dia-a-dia de sala de aula, e que, visto que talvez ainda desconheça as especificidades de cada uma dessas ocupações, tenha fantasiado que seu professor pudesse desenvolver-se em cada uma delas. Ingênuo, doce e generoso.

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Por trás do elogio, havia, evidentemente, um valor. Considero positivo que atores, cantores e escritores estejam associados, na fala que analiso, a características positivas. Creio que boa parte das pessoas que conheço, até as mais ranzinzas, gostam de música, gostam de ouvir alguém cantar, gostam quiçá de cantar também. A música é um dos encantos da vida, e talvez seja o mais tocante. Sou absolutamente suspeito para dizer. Mas o que importa aqui é perceber que quando alguém diz "Você poderia ter sido um cantor", isso deve ser interpretado como "você poderia ter se tornado algo de muito bom, que é um cantor". É claro que pesam, nessa valoração, as imagens dos muitos cantores e cantoras que aparecem na mídia televisiva e digital, insistentemente associadas a um estilo de vida de poder sobre os outros (particularmente sobre os fãs) e uso e abuso de fontes de prazer e contentamento. Entretanto, subsiste uma atenção especial ao dom artístico, à capacidade de comoção tão peculiar que a arte pode oferecer. De qualquer forma, seja por admiração pelo sucesso ou pelo talento, o cantor era uma figura positiva na percepção de meu aluno.
Creio não forçar a barra se afirmar que essa mesma positividade recaiu sobre as outras duas figuras, a do ator e a do escritor. A primeira, mais obviamente: atores são, hoje em dia, apresentados como criaturas do mundo do espetáculo, em primeiro lugar, e artistas da interpretação, em segundo. Há um forte apelo associativo da imagem dos atores-celebridades a tudo que diga respeito a uma, digamos, superioridade em relação aos mortais comuns. Mas, tal como em relação ao cantor, entendo que o elemento do desempenho artístico está pressuposto. Senão, o menino não diria "cantor, ator, escritor", mas talvez "cantor, ator, empresário" ou "cantor, ator, modelo", ou "cantor, ator, algo que tivesse status". A questão para ele não se apresentou simplesmente como "por que não ser celebridade", mas sim "por que não aproveitar determinado talento que se possui".
Reforço esse último comentário com a figura do escritor. Queiramos ou não, no Brasil, escritores não são exatamente celebridades, a não ser nos meios literários. Livros não dão tanto dinheiro assim, nem são objetos de tão grande desejo e admiração da sociedade atual, cada vez mais adolescente e imediatista. Fiquei contente com a percepção positiva em relação a cantores e atores, mas mais contente ainda com o empareamento do escritor nessa avaliação. Aqui, há menor influência da glamourização midiática, com certeza, e maior presença do trabalho escolar, o grande responsável, nos dias de hoje, pela inserção do brasileiro na cultura escrita literária.

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Se por trás do elogio, havia um valor, havia também um desvalor (porque todo valor implica em um desvalor na narrativa da vida). Se posso escolher, posso descartar, e há algo de bom no que escolho, e evidentemente algo de não tão bom no que descarto. Retomemos o comentário: "Você podia ser ator, cantor ou escritor. Por que você se tornou professor?". Ele é dividido em duas partes. A primeira, como vimos, valoriza três ocupações do mundo do trabalho, três condições de trabalho associadas a talentos e/ou esforços artísticos. A segunda é uma manifestação de surpresa, baseada na comparação. Pode ser reformulada da seguinte forma: se um indivíduo tem a possibilidade e/ou o talento de inserir-se no mundo por meio de uma dessas três ocupações valorizadas (tanto pelo que produzem quanto pelo que podem trazer em termos de prestígio ou sucesso), por que diabos esse indivíduo opta por uma quarta ocupação? Pressupõe-se aí: essa quarta ocupação ou não produz nada tão admirável quanto as outras três ou não recebe/merece a mesma recompensa em termos de prestígio e sucesso.
Triste ouvir isso? Não. Como sabemos, crianças têm aquilo que costumamos chamar de espontaneidade. Elas comparam e constatam, a partir dos valores que ainda estão recebendo e com os quais ainda estão aprendendo a lidar. Não estão paranoicamente preocupadas em agradar ou desagradar nessa fase da vida, até porque ainda não possuem todas as armas dessa guerra e todas as manhas do polimento e da desfaçatez. Então, elas falam e pronto. Então, nós ouvimos e pronto. E temos de avaliar quais são as vozes que estamos ouvindo. Quando um aluno diz (e eles dizem mesmo!) "viado tem que apanhar" ou "político é tudo ladrão" ou "o negócio é ser bandido", nós estamos ouvindo, junto com essas falas reprodutivas, vozes sociais das mais variadas. Não podemos aceitar o desvario de que aos oito, nove ou dez anos nossos alunos já emitem essas pérolas como juízos de valor estabelecidos, após longa reflexão, debate e confrontação com a experiência. Isso é perigoso, sim, mas deve ser compreendido como um reflexo de algo muito mais perigoso, que é a presença desses valores e desvalores no mundo adulto.
Assim sendo, quando o menino reportou-se aos professores de forma a diminuí-los em relação a atores, cantores e escritores, eu estava ouvindo uma voz social. Talvez por isso tenha ficado surpreso e sem reação: porque o diálogo deveria se travar em outro nível, e eu estava desamparado de recursos dialógicos para empreendê-lo naquele momento.

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Ofendeu-me esse desvalor? Sim. Não pelo menino. Ele quis ser, na verdade, gentil. Isso fica muito claro na valorização do meu trabalho, comparando-o a trabalhos nos quais ele via valor. A ofensa que senti, para ser justo, não foi a do momento da fala, mas a do momento histórico, que se materializou no momento da fala. Sejamos francos: vivemos numa sociedade que não valoriza a educação formal, e, por consequência, não valoriza o professor. Quando aparecemos nos noticiários? Quando há tragédias nas escolas, quando fazemos alguma besteira ligada à violência ou a atitudes exageradas, quando somos vítimas de agressões. E só. E ponto final. Nunca vi um professor na revista Caras, a não ser que se relacionasse a alguma celebridade. Professor não é celebridade. E olha só: nem no mundo dos professores ele é celebridade. Professor não quer escutar palestra de professor. Nada disso: ele paga caro para ouvir gente que nunca pisou em sala de aula explicar o que a educação tem de ser ou não ser. Escritor gosta, admira, valoriza escritor. Atores têm um mundo quase paralelo, até em função do ritmo de trabalho, e defendem-se, e admiram-se, e respeitam-se, e ouvem-se. Cantores vivem constantemente sob holofotes, dentro ou fora do palco, e fazem constantes referências uns aos outros, até como forma de competição por visibilidade. Professores, não. Eles não são as celebridades nem dentro do mundo da educação. Quanto mais no mundo da mídia! Quanto mais nas discussões dos bares, dos salões de cabeleireiros, das bancas de revista!
Por outro lado, é preciso deixar claro que valorizar simplesmente porque "soa bem" valorizar é uma armadilha. Para atribuir valor a algo, é necessário que o sujeito julgue conhecer seu objeto de avaliação a ponto de poder inseri-lo numa determinada escala. Isso é fácil de fazer com caras e bundas, com celebridades fabricadas, com cidadãos cujas profissões conhecemos mais pelos efeitos que pelos processos. É preciso entender que o aluno está DENTRO do processo da educação. Quando estamos de saco cheio ou cansados, o aluno percebe. Pode ser solidário, pode ser indiferente, pode ser cruel, mas não deixa de perceber. Existe um conjunto de procedimentos pelos quais somos reconhecidos, sejam eles falar, dar bronca, passar matéria na lousa, ou outros. Os alunos provavelmente não sabem o quanto atores brigam fora do palco, o quanto cantores ensaiam antes de apresentar, o quanto escritores contorcem-se para encontrar as palavras corretas, mas eles sabem o que nós fazemos, e nós sabemos também. A sociedade, entretanto, não sabe, e nem parece querer saber.
E aí vem uma questão que me incomoda muito: se nós conhecemos nosso processo de trabalho, e os alunos conhecem também, por que nós, professores, e nossos alunos, nunca somos a primeira voz a ser ouvida quando o assunto é educação? Lembrando sempre: ouvir pessoas falando implica ouvir vozes sociais que elas trazem. Quando o aluno diz que seu professor é um cantor, há uma dupla valoração: a figura do professor que atua com ele no cotidiano é valorizada, mas o status é reprovado. Não seria interessante aprofundar essa contradição, pensar a respeito dela, partir dela e de outras equivalentes para reconstruir nossas concepções? Ou será sempre mais importante assistir ao PowerPoint resumido da última moda educacional nos Estados Unidos, na Europa ou no país das maravilhas das pessoas que falam da escola sem conhecê-la?
Insisto: por que professor não ouve professor? Por que batemos palma para os lugares comuns dos discursos dos caras que não querem tematizar a realidade da sala de aula? Por que aceitamos com tanta facilidade esse desvio ideológico e nos colocamos numa posição tão defensiva e diminuída?
Ouso responder: pelos mesmos motivos que levaram meu aluninho a reproduzir a voz social na comparação que fez. Porque pertencemos a uma sociedade que, por uma série de razões históricas a avaliar, não tem a educação formal como valor, e, inescapavelmente, reproduzimos o discurso dominante dessa sociedade, que ainda prefere fingir que acredita que a escola é uma ilha de saber no mundo cão.

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(Digressão: contei essa história que escrevo na sala dos professores. Uma de minhas colegas cobrou que eu tivesse respondido à pergunta do aluno: "Porque eu amo meu trabalho. Por isso eu não quis ser ator, nem cantor, nem escritor". E eu disse à minha colega que não amo meu trabalho. E repito aqui, porque acho isso uma coisa séria: eu não amo meu trabalho. Eu amo minha família, minha mulher, amarei meus filhos, amo pessoas maravilhosas. Amo a música, amo a arte, amo a beleza do ser humano. Mas não meu trabalho. Meu trabalho eu exerço, com competência, dignidade, decência, e posso vir a sentir enorme prazer exercendo-o. Mas ainda é só um trabalho, como há outros, nos quais eu poderia expressar meu carinho e respeito com o mundo que me cerca dentro do mesmo contexto de competência, dignidade e decência. Como, por exemplo, sendo bombeiro, gari ou entregador de pizza; ou ator, cantor e escritor. Amar é um verbo forte demais para associar a um cargo, uma condição profissional específica. Posso sentir enorme prazer dando aulas, entender com muita lucidez minha importância na estrutura educacional do país, mas isso não é amar. Em síntese: eu trocaria de trabalho por minha mulher, mas jamais trocaria de mulher por causa do trabalho. São patamares bem diferentes.
Retornando ao tema da digressão (rsrs): a colega não gostou nada da minha colocação. Porque parece realmente uma coisa feia de se dizer. Mas a verdade é que não acredito nesse amor abstrato que enfeita os discursos das pessoas. Eu amo a música porque o que chamo de música tem cor, nome, textura: Beethoven, Pink Floyd, Milton Nascimento. Mas as pessoas dizem que amam seu trabalho, e ao mesmo tempo vivem falando mal da cor, do nome, da textura desse trabalho, que são os alunos. Por outro lado, mesmo em relação a quem gosta dos alunos, duvido que goste de reuniões pedagógicas improdutivas, ordens desencontradas, recursos escassos, assédios psicológicos, diários estúpidos para preencher. E isso tudo é parte do meu trabalho! Essa coisa da "beleza do educar" é fácil de amar, porque é uma abstração, uma idealização de produto final que nem existe, nem tem nada a ver com o processo real da coisa. Difícil é amar o processo como ele é, nas suas especificidades, nas suas concretudes. Ninguém é santo, e é mais sadio soltar os cachorros e revelar insatisfações do que querer dar uma de mártir superior, porque essa imagem não se sustenta, e pior, nos transforma em vítimas indefesas carentes de proteção, posição que não tem mesmo como ser respeitada por criaturas cheias de energia como as crianças, e indivíduos tão adolescentes quanto aqueles com os quais lidamos na sociedade. Fim da digressão.)

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Mas dentro do desvalor há um valor, e uma perspectiva. Se um aluno, dentro do contexto complicado e delicado da aula, preocupa-se em falar das semelhanças da atuação do professor com a de outros trabalhadores, notadamente da área artística, é porque reconhece algo que precisa ser assinalado nessa semelhança. E entendi, no contexto da intervenção, que é algo positivo. De certa forma, o aluno me oferece um caminho: ele consegue lidar melhor, talvez, com meu lado artístico que com meu lado professoral, e é isso que ele diz, sem explicitar. Talvez porque a aula, em seu aspecto não-professoral, possa paradoxalmente se tornar mais aula. Talvez porque a aula tradicional, cem por cento frontal e monologada, esteja com os dias contados em nossa sociedade. Talvez porque classes quietas não sejam necessariamente mais agradáveis, para nossos alunos, que classes cantantes, brincantes, escritoras, alegres. E talvez porque a formação dos alunos precise desse aspecto criativo tanto quanto precisa do aspecto reprodutivo. Quem sabe as colocações dos alunos não tenham menos relação com os pequenos poderes da sala de aula e mais relação com a necessidade de extravasar sentimentos e pensamentos podados pelo silêncio de uma sociedade de respostas prontas e papéis definidos? Quem sabe a diminuição da figura do professor não indique certa expectativa generalizadora em relação ao mesmo, que poderia ser surpreendida e desarmada por uma atuação mais livre, mais negociada, mais autêntica, mais prazerosa? Quem sabe não seja isso mesmo: alguém está me dizendo que precisa gostar da escola, e que conhece coisas de que sabe que gosta? Eu teria obrigação ética de responder: vamos juntar as duas ideias?

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E teria de admitir que, enquanto o valor e o desvalor estiverem isolados, de bico um com o outro, cada um com sua turminha bolando planos de sacanear o adversário, não conseguiremos muita coisa. O professor é o profissional mais importante da sociedade. Eu não tenho nenhuma dúvida disso. Vai, se você não achar que seja O mais, provavelmente o colocará entre os dez mais. Mas a importância é inegável.
Atores, cantores e escritores sabem disso. Vamos juntar? Em vez de fazer festas em que se isolam da sociedade, esses caras, que têm prestígio com as crianças, não poderiam ser fotografados e filmados com professores? Esses caras não poderiam emprestar sua visibilidade para causas como a defesa do magistério, a valorização do professor, a participação da comunidade na escola? Essas caras não poderiam falar de responsabilidades na educação, de organização de estudos, de importância do aprendizado na nossa vida? Não poderiam falar de suas experiências educacionais? Não poderiam emprestar algo de suas autoridades estabelecidas de indivíduos admirados à autoridade necessária e tão debilitada de indivíduos menos admirados? Que nó não seria na cabecinha dos alunos: eles nos querendo enquanto artistas, e os artistas nos querendo enquanto professores!
Sinceramente, não acredito em nenhuma melhora no quadro da educação nacional enquanto não houver uma movimentação real, efetiva e massiva da sociedade nesse sentido. Acho que as feridas já estão sendo sentidas, mas a mídia e os discursos oficiais têm funcionado como amortizantes e desviantes. Eu preciso do Luan Santana e do Restart, da Xuxa e da Ivete Sangalo, do William Bonner e do Alckmin, do Neymar e da Juliana Paes dizendo o quanto é legal ter uma boa relação com os professores. E eu precisaria que isso fosse verdadeiro, sincero, espontâneo... será que é possível?
Será que o leitor deste texto não chegou até este espaço justamente por causa do título da postagem, que faz referência a possíveis celebridades? Será que não podemos usar o valor para questionar o desvalor, resultando num novo equilíbrio de forças mais produtivo para todos?
Enquanto essa mobilização gigantesca não for factível, continuarei produzindo conhecimento, bufonaria e arte na minha atuação profissional. O carinho dos alunos ainda é a melhor medida da minha eficiência.

2 comentários:

Guaraciara Antonio de Souza Silva disse...

Atua fabulosamente, canta impecavelmente o verdadeiro conteúdo, escreve com esmero e leciona com tudo isso...mas a modéstia sempre o levará a superação e quem sabe algum dia, essa atitude seja "invejada" por muitos, e então, não haverá mais o valor nem o desvalor, e sim, o compartilhamento de "a arte de sorrir cada vez que o mundo diz: Não!"

fiori esaú ferrari disse...

A lucidez é sempre matéria preciosa. E é tão segura no seu texto que se tornou pedra. Abraço, meu amigo professor. Fiori.